quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O mundo digital e a educação: a visão de Lúcia Santaella e Marcelo Tas


No entanto, a característica fundamental do dias atuais são a diversidade das mídias de replicação de conteúdo. A diversidade de ferramentas das quais dispõem-se hoje para manter a rede é enorme, por isto a relação absurdamente veloz entre os conteúdos. Mas o que não se pode perder de vista é que, embora todo o suporte tecnológico, o mundo virtual é uma rede de pessoas. Lúcia Santaella vê os meios de comunicação apenas como canais de transmissão da informação.

Tas enfatiza que desde as primeiras décadas do século XX até pouco tempo atrás, o professor era o provedor de informação. Abarrotava lousas de conteúdo, o aluno o replicava em seu caderno e o absorvia. Depois o professor testava quão bem o aluno compreendeu tal conteúdo. Segundo ele este é o momento do professor, que deve ser o organizador, o guia, deste caos de informações. É ele o professor que pode fatiar as informações que são atiradas no aluno, assim conferir-lhes razão dessas informações. Tas diz que a tecnologia é como uma caneta Bic. Pode ser uma excelente ferramenta de educação. Parece óbvio, mas é importante que tenha-se consciência de que as novas tecnologias são apenas ferramentas de grande potencial, diga-se que cabe aos educadores inventar uma forma criativa e eficiente de utilizá-las para que a possamos ter relevância e discernimento na apropriação das novas tecnologias.

Como, Santaella coloca, que as tecnologias e seus meios, são consequencia natural da evolução, portanto, estamos dentro desse mundo digital. Dessa forma, como educadores  devemos mediar a importância das mídias e sabendo utilizar-la como recurso pedagogico.

Também, a autora, enfatiza, que neste mundo cibercultural em que já estamos inseridos. Na verdade, os computadores e as redes constituem o ciberespaço. Estamos no ciberespaço,onde há uma a interface. Ela faz com que o homem, que é o usuário, torne-se um ser interativo. Mas não escravos da tecnologia pois só são ferramentas que as pessoas usam para se comunicar. Portanto, temos que ter o filtro para filtrar os maus usuários dessa tecnologia. TAS, afirma,  “a gente já vive imerso nesta gelatina de informação e cada pessoa tem o seu filtro, sua maneira de se relacionar com isso.” (p. 241).

Dessa forma, os usuários e não usuários estão ainda valorizando mais as novas tecnologias que sua utlidade para nós. Assim, como Tas, diz superestimar as novas tecnologias só serve para afastar as pessoas que ainda não estão com total liberdades com as mídias

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SANTAELLA, Lucia. Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-humano. Disponível na Internet via URL http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/ revistafamecos/article/viewFile/3229/2493>. Acesso em 15/01/2012.
TAS, Marcelo. Entrevista. In: SAVAZONI, Rodrigo; COHN, Sergio (orgs). Cultura Digital.br. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2009.




Um comentário:

  1. Olá Marcos,
    O seu texto contempla todas as perguntada lançadas pelo Professor Cleomar.
    É possível perceber através das respostas que estamos avançando no entendimento sobre Sociedade, Cultura e Tecnologia.
    Devemos buscar o rompimento da "educação bancária" e avançar no entendimento sobre como as mídias seriam nossas aliadas no processo de aprendizado em salas de aula.

    Estamos aqui para aprender juntos!

    Avancemos para a terceira semana, bons estudos!

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