No entanto, a característica
fundamental do dias atuais são a diversidade das mídias de replicação de
conteúdo. A diversidade de ferramentas das quais dispõem-se hoje para manter a
rede é enorme, por isto a relação absurdamente veloz entre os conteúdos. Mas o que
não se pode perder de vista é que, embora todo o suporte tecnológico, o mundo
virtual é uma rede de pessoas. Lúcia Santaella vê os meios de comunicação apenas
como canais de transmissão da informação.
Tas enfatiza que desde as
primeiras décadas do século XX até pouco tempo atrás, o professor era o
provedor de informação. Abarrotava lousas de conteúdo, o aluno o replicava em
seu caderno e o absorvia. Depois o professor testava quão bem o aluno
compreendeu tal conteúdo. Segundo ele este é o momento do professor, que deve
ser o organizador, o guia, deste caos de informações. É ele o professor que
pode fatiar as informações que são atiradas no aluno, assim conferir-lhes razão
dessas informações. Tas diz que a tecnologia é como
uma caneta Bic. Pode ser uma excelente ferramenta de educação. Parece óbvio,
mas é importante que tenha-se consciência de que as novas tecnologias são
apenas ferramentas de grande potencial, diga-se que cabe aos educadores
inventar uma forma criativa e eficiente de utilizá-las para que a possamos ter
relevância e discernimento na apropriação das novas tecnologias.
Como, Santaella coloca, que
as tecnologias e seus meios, são consequencia natural da evolução, portanto,
estamos dentro desse mundo digital. Dessa forma, como educadores devemos mediar a importância das mídias e
sabendo utilizar-la como recurso pedagogico.
Também, a autora, enfatiza,
que neste mundo cibercultural em que já estamos inseridos. Na verdade, os
computadores e as redes constituem o ciberespaço. Estamos no ciberespaço,onde
há uma a interface. Ela faz com que o homem, que é o usuário, torne-se um ser interativo.
Mas não escravos da tecnologia pois só são ferramentas que as pessoas usam para
se comunicar. Portanto, temos que ter o filtro para filtrar os maus usuários dessa
tecnologia. TAS, afirma, “a gente já vive imerso nesta gelatina de
informação e cada pessoa tem o seu filtro, sua maneira de se relacionar com
isso.” (p. 241).
Dessa forma, os usuários e
não usuários estão ainda valorizando mais as novas tecnologias que sua utlidade
para nós. Assim, como Tas, diz superestimar as novas tecnologias só serve para
afastar as pessoas que ainda não estão com total liberdades com as mídias
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SANTAELLA, Lucia. Da
cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-humano. Disponível na
Internet via URL http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/
revistafamecos/article/viewFile/3229/2493>. Acesso em 15/01/2012.
TAS, Marcelo. Entrevista.
In: SAVAZONI, Rodrigo; COHN, Sergio (orgs). Cultura Digital.br. Rio de
Janeiro: Beco do Azougue, 2009.