segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Cibercultura e Cultura Digital


Na visão de Marcelo Tas a ferramenta digital se remete principalmente da possibilidade de se comunicar, tendo nessa comunicação quem fala e quem ouve. Marcelo Tas afirma que não há porque reforçar o digital, pois vivemos essa cultura, as mídias estão impregnadas de cultura digital. Além disso, Lucia Santaella, ao se referi à definição de mídia, diz que é então muito falada e afirmada, como afirmado por Tas, justamente por ela ser o nosso presente. Assim, ela surgiu, e as novas gerações nem notam a diferença que nós notamos. Dessa forma, os dois relatam sobre a enormidade de informações e de possibilidade de interação na comunicação.

Conforme, Tas coloca que em relação as mídias, não é o número de acessos que dirá se isto ou aqui é de qualidade, é interessante, é necessário. Um exemplo são os vários sites acessados na rede da Internet. Portanto, um dos pontos relevantes seja a reorganização dos hábitos de socialização que a Internet proporciona. Deste modo, a Internet é como um fator modificador das relações sociais é especialmente enquadrada, em nosso ponto de vista, pelo estudo das comunidades virtuais, como forma mais pura de conseqüência da interação entre o humano e o ciberespaço. Assim, não há interação física, não há proximidade geográfica. Essas comunidades estruturam-se fundamentalmente sobre um único aspecto, o interesse em comum de seus membros. A partir deste interesse, as pessoas conseguiriam criar entre si relações sociais independentes do fator físico, e com o tempo essas relações tornar-se de tal forma poderosas que poderiam ser classificadas como laços comunitários.

Além disso, podemos falar do hipertexto sendo um termo que remete a um texto em formato digital, ao qual se agregam outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas hiperlinks, ou simplesmente links. A Web (rede de alcance mundial) é o sistema de hipertexto mais conhecido. Já, a forma não-linear é uma estrutura que não apresenta um único sentido. Logo, a estrutura que apresenta múltiplos caminhos e destinos desencadeando em múltiplos finais (as informações não aparecem de forma sequencial: início, meio e fim. O multilinear tem uma estrutura que apresenta diversos caminhos, vários segmentos, mas que estão amparados acerca de um mesmo contexto. Pensando na disciplina do curso e nas atividades que temos organizado, estamos construindo hipertextos de modo multilinear, em que teremos várias opiniões, vários conteúdos, por meio de diversos modos, a respeito de um mesmo contexto que é a própria disciplina.

Além disso, o hipertexto é, de fato, representações transitórias e temporárias dos códigos digitais armazenados na memória do computador. Por isso os textos na tela são virtuais no sentido de que eles são percebidos compreendidos para serem diferentes do que eles realmente são. O texto virtual é abstrato, ele é sempre um simulacro no qual não existe instância física. O hipertexto estimula um outro tipo de pensamento: telegráfico, modular, não linear, maleável, cooperativo. Está mais próximo da forma como nós organizamos nossos pensamentos. O hipertexto é um discurso eletrônico mais dinâmico e sua concepção é centrada no processo. Dessa forma, estamos criando um hipertexto em nosso moodle.

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