Na visão de Marcelo Tas a
ferramenta digital se remete principalmente da possibilidade de se comunicar,
tendo nessa comunicação quem fala e quem ouve. Marcelo Tas afirma que não há
porque reforçar o digital, pois vivemos essa cultura, as mídias estão
impregnadas de cultura digital. Além disso, Lucia Santaella, ao se referi à definição
de mídia, diz que é então muito falada e afirmada, como afirmado por Tas,
justamente por ela ser o nosso presente. Assim, ela surgiu, e as novas gerações
nem notam a diferença que nós notamos. Dessa forma, os dois relatam sobre a
enormidade de informações e de possibilidade de interação na comunicação.
Conforme, Tas coloca que em
relação as mídias, não é o número de acessos que dirá se isto ou aqui é de
qualidade, é interessante, é necessário. Um exemplo são os vários sites acessados
na rede da Internet. Portanto, um dos pontos relevantes seja a reorganização
dos hábitos de socialização que a Internet proporciona. Deste modo, a Internet é
como um fator modificador das relações sociais é especialmente enquadrada, em
nosso ponto de vista, pelo estudo das comunidades virtuais, como forma mais
pura de conseqüência da interação entre o humano e o ciberespaço. Assim, não há
interação física, não há proximidade geográfica. Essas comunidades
estruturam-se fundamentalmente sobre um único aspecto, o interesse em comum de
seus membros. A partir deste interesse, as pessoas conseguiriam criar entre si
relações sociais independentes do fator físico, e com o tempo essas relações
tornar-se de tal forma poderosas que poderiam ser classificadas como laços
comunitários.
Além disso, podemos falar do hipertexto
sendo um termo que remete a um texto em formato digital, ao qual se agregam
outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens
ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas
hiperlinks, ou simplesmente links. A Web (rede de alcance mundial) é o sistema
de hipertexto mais conhecido. Já, a forma não-linear é uma estrutura que não
apresenta um único sentido. Logo, a estrutura que apresenta múltiplos caminhos e
destinos desencadeando em múltiplos finais (as informações não aparecem de
forma sequencial: início, meio e fim. O multilinear tem uma estrutura que
apresenta diversos caminhos, vários segmentos, mas que estão amparados acerca
de um mesmo contexto. Pensando na disciplina do curso e nas atividades que
temos organizado, estamos construindo hipertextos de modo multilinear, em que
teremos várias opiniões, vários conteúdos, por meio de diversos modos, a
respeito de um mesmo contexto que é a própria disciplina.
Além disso, o hipertexto é, de
fato, representações transitórias e temporárias dos códigos digitais
armazenados na memória do computador. Por isso os textos na tela são virtuais
no sentido de que eles são percebidos compreendidos para serem diferentes do que
eles realmente são. O texto virtual é abstrato, ele é sempre um simulacro no qual
não existe instância física. O hipertexto estimula um outro tipo de pensamento:
telegráfico, modular, não linear, maleável, cooperativo. Está mais próximo da
forma como nós organizamos nossos pensamentos. O hipertexto é um discurso
eletrônico mais dinâmico e sua concepção é centrada no processo. Dessa forma,
estamos criando um hipertexto em nosso moodle.
Nenhum comentário:
Postar um comentário