Nos dias de hoje, observa-se que a Educação, está sofrendo
varias mudanças alavancado pela nova estruturação econômica mundial e também
pelas novas tecnologias. Portanto, a prática educacional esta modificando e
sendo reconstruídos numa nova visão, num novo ambiente cognitivo que está se
estruturando. Dessa forma, é importante dizer que essas mudanças não favorecem
a todos, porque essas mudanças estão vinculadas à postura de quem está
estruturando essa proposta educacional como: instituições, professores,
comunidade.
Portanto, nesse novo contexto, a questão da educação, do
posicionamento do professor frente à novas tecnologias. Essas são questões que
determinam a eficácia do processo de construção do conhecimento. Processo este
em que a interação entre sujeito e objeto se constitui de forma lógica, assim,
o ensinante é também o aprendente.
A aprendizagem supõe
pelo menos dois componentes interligados: o primeiro, é o esforço reconstrutivo
pessoal do aluno; o segundo, é uma ambiência humana favorável, onde se destaca
o papel maiêutico do professor .(DEMO, p.167, 2008).
Assim, conforme é colocado
na citação, o aprendiz é quem irá desenvolver seu processo de aprendizagem, mas
este não é somente individual, e também social, o que refere há reforçar a
importância do professor, como mediador, para que ocorra a aprendizagem.
Além disso, as políticas
educacionais vêm transformando as relações de trabalho do educador, através da
inserção das novas tecnologias, dando uma forma mais significativa no cotidiano
dos profissionais da educação. Logo, impulsionado pelos avanços tecnológicos, o
professor modifica sua prática pedagógica, utilizando-se das ferramentas
tecnológicas que vêm transformando o contexto social e também educacional.
Deste modo, em relação à
prática pedagógica, por mais que a educação se transforme com um emprego de
novas metodologias e tecnologias, o professor, através da sua postura e do seu
conhecimento, é quem efetiva a utilização desse aparato tecnológico e científico
Claxton (2009). Dessa forma, o professor redimensiona a sua prática pedagógica,
deixando de ser o transmissor de conhecimento para ser o estimulador. “O professor se transforma agora no
estimulador da curiosidade do aluno por querer conhecer, por pesquisar, por
buscar a informação mais relevante”. (Moran, 2000).
Ao estabelecer sua
proposta pedagógica, utilizando as novas tecnologias, o professor precisa
desenvolver vínculo com o aluno, conhecer seu interesse, saber o que o aluno já
sabe, o que o aluno não sabe, ou seja, motivar o aluno a fazer parte da
proposta pedagógica, colocando-o a par sobre o que será abordado e convidando-o
a contribuir. “Os alunos captam se o professor gosta de ensinar e
principalmente se gosta deles e isso facilita a sua prontidão para aprender”. (Moran,
2012).
Portanto, o educador detém
um lugar de destaque na aprendizagem porque possui uma formação específica,
sendo corroborado por sua formação acadêmica para trabalhar nessa área. Para
que a atuação do professor seja satisfatória, ele necessita estar
constantemente se atualizando sempre com as novas tecnologias.
Na atualidade o professor
deve ser um pesquisador, assumindo um compromisso com o questionamento
reconstrutivo a fim de ultrapassar a simples socialização do conhecimento. Para
tanto, é fundamental a consciência crítica, o questionamento para a construção
ou para a realização de intervenção alternativa. O professor ao estruturar o
planejamento da sua aula e ao utilizar novas técnicas estará experimentando
outras propostas pedagógicas, qualificando o processo de ensino aprendizagem.
Dentro desse novo panorama,
importante, sem sombra de dúvidas, é a questão da possibilidade do uso das
novas tecnologias, pelo professor na educação. Logo, para a construção do
conhecimento do aluno atual, o professor assume o papel do mediador e
orientador, que pode ser designado não somente ao professor, como também a um
outro sujeito com maior conhecimento sobre o assunto desenvolvido.
O professor, com o uso das
novas tecnologias em sala de aula, pode se tornar um orientador do processo de
aprendizagem, trabalhando de maneira equilibrada a orientação intelectual, a
emocional e a gerencial. (Moran, 2000). Assim, muitas vezes, este profissional
procura acompanhar as mudanças pedagógicas que vêm ocorrendo. Porém, não
conseguem exercer o seu papel no processo educativo. É imprescindível a
reconstrução desse papel de reprodutor para transformador.
O professor, assim, como
mediador, facilitador do processo de aprendizagem, fazendo uso das novas tecnologias
é quem irá desenvolver em sua prática pedagógica, utilizando as novas
tecnologias. Através dessa proposta, o aluno construirá estruturas mentais que
darão suporte para o uso da ferramenta tecnologia em qualquer situação.
A medida que o professor
redimensionar a relação das novas tecnologias com a apropriação do seu
conhecimento, será possível a reconstrução de um novo panorama da prática
pedagógica.
No entanto, o professor
pensando no aluno, precisa estruturar uma proposta tecnologicamente avançada,
pois a “construção da autonomia da aprendizagem do aluno também se faz nessa
nova relação, quando o aluno aprende sobre o seu aprender”. (SETZER, 2012).
Referências
Bibliográficas
CLAXTON,
G. O Desafio de aprender ao longo da
vida. Porto Alegre: Artmed, 2009.
DEMO,
Pedro. Questões para Teleducação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
MORAN,
José Manuel, MASETTO, Marcos T., BEHRENS, Marilda A. Novas tecnologias e
mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2000.
MORAN,
José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias. Artigo disponível online http://www.eca.usp.br/prof/moran Consultado
em 06/02/2012
SETZER,
Valdemar W. Uma revisão de argumentos em favor do uso de computadores na
educação elementar. Artigo disponível online
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer
Consultado em 30/01/2012.