quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mídias liberdade e dominação




Nos dias atuais tem-se falado sobre os avanços tecnológicos e a grande revolução que vem sendo desenvolvida na sociedade através das novas tecnologias. Dessa forma, estamos vivendo em uma sociedade de informação. As mudanças não se processam apenas no campo da internet, apesar de ser este o grande objeto de debate atual. A grande característica das novas mídias é a interatividade, fornecendo ligação entre o consumidor da informação e o emissor, seja através do jornal on-line, da televisão a cabo, da videoconferência, ou do próprio computador e suas ligações hipertextuais ou conectado à internet, dentre outros meios.
Nesse sentido, as mudanças ocorridas pelas novas tecnologias caracterizam-se pela valorização do saber como forma de acesso ao poder. Na sociedade, as fontes de poder e riqueza dependem da capacidade de geração de conhecimento e processamento de informações. A expansão da tecnologia levou a um processo amplo de globalização, transnacionalização, novas relações de trabalho, mudanças no lazer e consumo.
Assim, a mídia é alvo de inúmeras críticas e estudos por sua informação ágil e pelo poder de manipulação, a internet agora passa a ser o objeto de sedução desse poder de manipulação. Muitos consideram a web um instrumento democrático, já que torna acessível uma infinidade de informações sem nenhum tipo de censura. Seria a passagem de uma comunicação massiva da mídia convencional para uma comunicação democrática. A rede tem por definição a inexistência de censuras. Causando uma falsa liberdade e uma dominação pelos conteúdos.
Além disso, o hipertexto acessado na web é como interface atrativa e de fácil manuseio, estabelecendo infindáveis links, sendo uma leitura não linear, ou seja, o texto não obedece a ordem início/meio/fim. A partir daí, a navegação torna-se mais fácil o intercâmbio entre culturas e a difusão de informação.
A rede também facilita a transmissão de informação para um número ilimitado de pessoas. Essa capacidade é muito explorada principalmente pelos veículos de comunicação e publicitários. As novas tecnologias levarão as mudanças no próximo milênio onde uma única máquina será capaz de integrar computadores, aparelhos de TV. Os benefícios dessas mudanças são facilmente enumerados, mas as reais conseqüências não podem ser medidas.
Segundo os textos e vídeos visto, torna-se cada vez mais difícil crer no suposto discurso modernizante de que a mudança técnica vai mudar toda a estrutura social. A comunicação através das novas tecnologias continua massificante no conteúdo disponibilizado e na quantidade.
Assim, as barreiras se tornam os critérios usados na retenção da informação ou na confusão que os excessos causam. Portanto, com a televisão caracterizou-se pela velocidade das imagens e textos, a internet caminha para a sobrecarga de informações. E o pior, poucos se dão conta disso e não sabem distinguir o aprendizado real de uma satisfação ilusória.
O acesso à informação não significa, antes de tudo, o rompimento do controle dos conglomerados de comunicação e o fim do lucro oferecido pelos Estados a esses grupos.
Assim, a existência de sociedades democráticas não está assegurada a partir do nascimento de nenhum meio, mas sim com o surgimento de conquistas coletivas e na distribuição igualitária dos conteúdos informacionais com qualidade e liberdade.
Portanto, a educação ainda é a mola mestra do desenvolvimento. Ao assegurá-la garantiremos muito mais que uma consciência crítica nos tornará capazes de exigir o direito à informação qualificada quer dizer, o domínio dos códigos formais orais ou escritos e técnicas narrativas nos torna capaz de exercer de fato a cidadania digital.

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